David Moir/Reuters
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Parlamentares britânicos querem nova audiência com James Murdoch

Depoimento do chefe da News International no país foi contestado por ex-funcionários de tabloide

Reuters

29 de julho de 2011 | 15h20

LONDRES - Os parlamentares da Grã-Bretanha disseram nesta sexta-feira, 29, que deverão reconvocar James Murdoch para esclarecer alguns de seus depoimentos sobre o caso das escutas telefônicas envolvendo a News Corp., empresa de seu pai, Rupert Murdoch. O argumento para a nova audiência de Murdoch, dizem os parlamentares, são as alegações de que suas evidências eram "equivocadas".

 

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O Comitê de Esportes, Mídia e Cultura do Parlamento afirmou que convocaria Murdoch por meio de carta, pedindo mais detalhes sobre as evidências que o magnata deu mais cedo neste mês sobre as alegações de que o tabloide News of the World usaria escutas telefônicas em políticos e outras pessoas. O jornal pertence à News Corp., que faz parte do império midiático de Rupert Murdoch.

 

Os Murdochs já deram depoimentos sobre o caso, assim como Rebekah Brooks, ex-executiva-chefe do News of the World. Os escândalo gerou a demissão de membros do governo ligados aos jornais e também de membros da polícia britânica. "Nós vamos pedir mais detalhes para assuntos sobre os quais há contestação", afirmou John Whittingdale, chefe do comitê.

 

O Comitê votou contra a reconvocação imediata de James Murdoch, chefe do braço britânico da News International, mas Whittingdale disse que ele deve ser chamado para prestar novo depoimento no futuro. As informações dadas pelo filho de Rupert Murdoch foram contestadas por Tom Crone, ex-advogado da empresa, e Colin Myler, editor do News of the World até o fechamento do tabloide, o que ocorreu no início do mês por conta do escândalo das escutas.

 

As alegações sobre os grampos utilizados pelos jornais britânicos da News Corp., em particular casos em que jornalistas acessaram a caixa postal de vítimas de assassinatos, deram início a um processo judicial e a pedidos para que políticos interfiram na liderança da empresa.

 

Além das demissões de funcionários dos jornais envolvidos, Paul Stephenson, chefe da polícia de Londres, e John Yates, a maior autoridade do combate ao terrorismo no país, também deixaram seus cargos. O caso também colocou o governo do primeiro-ministro James Cameron em xeque, já que entre seus membros havia pessoas ligadas aos jornais, como Andy Coulson, ex-assessor de comunicação do Partido Conservador.

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