Parlamentares britânicos votarão 2 vezes sobre Síria

Diante da pressão política do principal partido de oposição e entre os próprios aliados, o governo do Reino Unido disse na quarta-feira que os parlamentares devem votar duas vezes antes de as forças britânicas participarem em qualquer ação militar na Síria, mudando um plano original de um único voto a ser realizado nesta quinta-feira.

AE, Agência Estado

29 de agosto de 2013 | 08h36

A proposta a ser debatida nesta quinta-feira pede uma segunda votação que deverá ser realizada após a divulgação do relatório de inspetores das Nações Unidas sobre a suspeita de ataque com armas químicas. A segunda votação está prevista para ocorrer no início da próxima semana.

A decisão do governo do Reino Unido de revisar os votos sobre uma potencial intervenção na Síria foi uma resposta à grande preocupação e inquietação que uma ação militar levanta no país, disse o vice-primeiro-ministro Nick Clegg nesta quinta-feira. O Parlamento foi convocado antes do fim do recesso para debater a situação na Síria.

Falando na BBC radio, Clegg disse que, se há evidências de que o outro crime de guerra separado foi cometido, então haveria um debate separado e outra votação sobre a potencial resposta.

"O que estamos tentando fazer hoje é elaborar o caso de uma resposta limitada e simples para o que aconteceu na semana passada", disse Clegg, referindo-se ao suposto ataque com armas químicas do regime sírio do presidente Bashar Assad. "Se temos de tomar medidas contra um outro crime de guerra... então seria preciso fazer um voto totalmente diferente."

O líder do Partido Trabalhista, da oposição, Ed Miliband, também concedeu entrevistas nesta quinta-feira e disse que a decisão de seu partido de pressionar por um voto em duas etapas era o caminho certo - para mostrar que as lições tinham sido aprendidas a partir de ações anteriores, incluindo o Iraque.

"Qualquer ação deve ser uma resposta limitada ao uso de armas químicas", disse Miliband. "Tem de ser feito, se for feito, da maneira certa."

Miliband acrescentou que uma das principais coisas que o governo britânico deve fazer é dar o tempo aos inspetores da ONU para analisarem o local onde as armas químicas teriam sido usadas. "Acredito que se tivéssemos de votar em uma ação militar hoje não estaríamos dando a ONU o momento adequado para fazer o seu trabalho", disse ele. Fonte: Dow Jones Newswires.

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