Parlamentares da oposição se juntam a protestos no Iêmen

'Não há diálogo com balas e cassetetes', dizem opositores; Saleh se recusa a renunciar

estadão.com.br

21 de fevereiro de 2011 | 15h14

SANAA - No nono dia consecutivo de protestos contra o governo de Ali Abdullah Saleh, que está no poder desde 1978, parlamentares do Iêmen juntaram-se aos manifestantes nas ruas da capital Sanaa nesta segunda-feira, 21.

 

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Em comunicado divulgado no domingo, os deputados de oposição reunidos no Fórum Comum anunciaram que se juntariam aos manifestantes nas ruas e disseram que "depois de derramamento de sangue e da queda de vítimas, e depois de o governo mandar seus capangas para as ruas, nós insistimos que não há diálogo com balas e cassetetes".

 

Saleh, por sua vez, anunciou só sai do poder se for por meio das urnas. "A oposição está elevando o nível de suas demandas, algumas das quais são ilícitas", afirmou Saleh durante entrevista coletiva. Ele já havia prometido que não buscaria uma nova reeleição em 2013, quando termina seu mandato atual de sete anos.

 

Saleh chegou a oferecer o início de um diálogo com os manifestantes, que querem reformas no Iêmen, um dos países mais pobres do Oriente Médio, onde um terço da população do país sofre com a fome crônica e 40% da população vive com menos de US$ 2 por dia. Os manifestantes, porém, rejeitaram a proposta e disseram que deve haver um governo de unidade nacional até as eleições.

 

O presidente também disse que ordenou ao Exército para não atirar contra os manifestantes, apenas para se defender. Até agora, ao menos 11 pessoas morreram no Iêmen. As cidades onde ocorrem os principais protestos contra Saleh são a capital Sanaa, Taiz e Áden, localidade portuária do sul do país.

 

Com Dow Jones e Associated Press.

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