Parlamentares da UE trocam insultos; Juncker deve sobreviver a moção de não confiança

Uma moção de não confiança sobre o novo chefe-executivo da União Europeia, Jean-Claude Juncker, não tem chance de ser aprovada depois que parlamentares eurocéticos que a apresentaram ao Parlamento Europeu trocaram insultos com os partidos maiores da Casa nesta segunda-feira.

REUTERS

24 de novembro de 2014 | 20h05

Apoiada por grupos contrários à UE, como o partido britânico Ukip e a Frente Nacional francesa, a moção pede a remoção de Juncker, menos de um mês após ele ter tomado posse, devido ao longo período dele como primeiro-ministro de Luxemburgo, quando o país esteve envolvido em um polêmico esquema de evasão fiscal corporativa.

Mas os partidos grandes de direita e de esquerda, que representam bem mais do que o mínimo de um terço necessário para aprovar a moção prevista para ser votada na quinta-feira, defenderam o conservador Juncker e criticaram os eurocéticos por fazerem o que o líder centrista Guy Verhofstadt descreveu de "jogo pequeno".

Falando em defesa da moção, a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, disse que a defesa feita por Juncker das políticas antigas de Luxemburgo e a promessa feita agora de lutar contra a evasão fiscal era "tão crível quanto colocar Al Capone na chefia de um comitê de ética".

Juncker renovou sua promessa de promover uma abordagem única da União Europeia a respeito dos impostos corporativos, algo que um de seus apoiadores disse que os oponentes eurocéticos apoiariam.

A principal troca de insultos aconteceu quando o líder liberal Verhofstadt, ex-premiê da Bélgica, disse que o Ukip, ao cooperar na moção com Le Pen, mostrava ser "racista, xenófobo e islamofóbico".

Membros do Ukip pediram que o presidente da Casa o censurasse por faltar com o respeito, mas não foram atendidos.

(Reportagem de Alastair Macdonald em Bruxelas)

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