Parlamentares dos EUA criticam governo sobre Ucrânia

Parlamentares do Partido Republicano criticaram neste domingo a reação do governo dos EUA à derrubada do avião da Malaysia Airlines, argumentando que esse foi mais um de uma série de acontecimentos nos quais o presidente Barack Obama não tomou a liderança.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2014 | 16h57

Diversos republicanos chamaram o governo de "tímido" por sua falta de disposição em adotar uma linha mais dura com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em meio às evidência de que Moscou contribuiu com armamentos aos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia. O governo americano tem lidado com uma série de crises externas, incluindo a retomada dos confrontos entre Israel e Hamas, os militantes islâmicos no Iraque e a guerra civil na Síria.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que deu entrevistas para todos os cinco noticiários de domingo da televisão, não responsabilizou Putin e a Rússia pelo desastre, e sim os separatistas que a Rússia apoia.

Minutos depois de uma entrevista de Kerry à TV NBC, o senador republicano Lindsey Graham usou o mesmo programa para criticar o secretário. "Ele fez o resumo mais ridículo da política externa americana que eu poderia imaginar. Me assusta saber que ele acredita que o mundo esteja tão bem", afirmou. "Liderar por detrás não está funcionando. O presidente Obama se tornou o rei da indecisão. Suas políticas estão falhando em todo o globo e isso chegará até aqui."

Graham afirmou que os EUA e a Europa deveriam impor mais sanções a Putin e colocar tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para proteger a fronteira ucraniana. Outros parlamentares republicanos ecoaram suas críticas ao governo.

O deputado Mike Rogers chamou a resposta dos EUA de "tépida", dizendo que o país precisa aumentar a cooperação com logística e treinamento. Já o principal republicano do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Bob Corker, chamou a resposta ocidental de "trágica". As políticas ocidentais também receberam críticas do senador democrata Bob Menendez, que preside o comitê. "Acredito que o Ocidente, incluindo os EUA, precisa dar uma resposta muito mais significativa do que a vista até agora", afirmou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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