REUTERS/Thomas Peter
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Três parlamentares pró-democracia são presos em Hong Kong

Além de três parlamentares presos, outros quatro receberam intimações para se apresentarem em delegacias

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2019 | 10h09

HONG KONG - A polícia de Hong Kong anunciou neste sábado, 9, a prisão de três parlamentares pró-democracia e intimou outros quatro a se apresentarem na delegacia. Todos são acusados de violência durante incidentes no parlamento em maio passado, quando a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, quis aprovar uma lei que autorizaria extradições de pessoas suspeitas de crimes para a China continental.

Esse projeto de lei levou às primeiras manifestações, há cinco meses. Desde então, os atos se tornaram um amplo movimento pró-democracia marcado por confrontos entre manifestantes e polícia. Na sexta-feira, 8, centenas de pessoas participaram de manifestações, pedindo verdade e justiça em nome de Alex Chow, estudante que morreu em decorrência de repressão policial.

Mais protestos são aguardados para este fim de semana. Embora as circunstâncias da morte de Chow ainda não tenham sido completamente esclarecidas, muitos cidadãos culpam a polícia, acusada de aplicar táticas violentas contra a população, como o uso frequente de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

Os parlamentares detidos hoje podem ser condenados a até um ano de prisão. Lam Cheuk-ting, um dos parlamentares convocados à delegacia, disse que não iria. "Se me acusam de ter violado a lei do parlamento, venham aqui e me detenham. Espero por vocês", declarou.

O parlamento de Hong Kong é composto igualmente por parlamentares eleitos pela população e comissões favoráveis ao governo de Pequim. No dia 24 deste mês serão convocadas eleições nos conselhos de distrito, nas quais se espera uma derrota dos candidatos favoráveis a Pequim.

Desde o início dos protestos, o número de inscritos nas listas eleitorais aumentou consideravelmente e, pela primeira vez, haverá um candidato pró-democrata em cada um dos círculos eleitorais do território. "Essas eleições locais são como um referendo que permitirá que o povo de Hong Kong se expresse sobre os problemas sociais, sobre o governo injusto e a brutalidade policial com manifestantes", afirmou a parlamentar Tanya Chan. / AFP e AP

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