Parlamento alemão discute ações do serviço secreto

O ministro do exterior alemão Frank-Walter Steinmeier encorajou a realização de uma investigação sobre o envolvimento de agentes secretos do país durante a guerra do Iraque, mesmo classificando o questionamento dessas atividades como uma tentativa da oposição de colocar em questão o posicionamento anti-guerra de Berlin.Steinmeier disse aos legisladores que dá apoio total à transparência e à vigilância do parlamento sobre o serviço secreto. Mas ressalvou que recentes interrogatórios com os agentes e outros envolvidos provou que as ações não foram contra o posicionamento anti-guerra do então chanceler Gerhard Schroeder - e que os dois agentes envolvidos não fizeram nada de errado.O ministro - um social democrata que serviu Schroeder à época - disse que o questionamento é uma "tentativa óbvia de levantar dúvidas em relação ao ´não´ contra a guerra no Iraque".Legisladores da oposição, entre eles os verdes, os democratas e o Partido de Esquerda pediram a formação de um comitê parlamentar que investigue reportagens que dão conta de que os dois agentes passaram informações para funcionários americanos em 2003. De acordo com essas matérias, essas informações teriam sido usadas para bombardear alvos iraquianos. Oficiais da inteligência foram enfáticos para negar as reportagens, inclusive em reuniões realizadas a portas fechadas.A líder dos verdes, Renate Kuenast, argumentou que o assunto não estava totalmente esclarecido e que permanecem dúvidas suficientes para que uma nova investigação seja requerida.A parlamentar deve se encontrar nessa segunda-feira com outros líderes para discutir a questão e levantar mais informações sobre o incidente.Recentemente os sociais democratas formaram uma coalizão com os conservadores, liderada pela chanceler Angela Merkel. A primeira ministra se diz determinada a reconstruir as relações entre Alemanha e EUA, mas está presa a recusa de Schroeder em enviar tropas para o Iraque.

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