Parlamento britânico aprova ataques aéreos contra o EI no Iraque

Parlamento britânico aprova ataques aéreos contra o EI no Iraque

Decisão teve 542 votos a favor e 43 contra; tropas não serão enviadas para combater em sol e não haverá ações na Síria

O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 14h20

LONDRES - O Parlamento britânico aprovou nesta sexta-feira, 26, que o país realize de ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico (EI) no Iraque, abrindo caminho para que a Força Aérea Real britânica se junte imediatamente à operação militar liderada pelos Estados Unidos. A votação teve 542 votos a favor e 43 contra.

Seis bombardeiros Tornado GR-4 localizados no Chipre já estavam de prontidão para realizar os primeiros ataques, após o primeiro-ministro britânico, David Cameron, ter convocado o Parlamento, que estava em recesso, para votar o apoio à ação militar, atendendo a um pedido oficial do governo iraquiano.

O texto votado pelo Parlamento estabeleceu que não seriam enviadas tropas para o combate em solo e as ofensivas não ocorrerão na Síria. Qualquer proposta para a realização de ataques no país deverá passar por outra votação.

Nas últimas semanas, cresceram as expectativas pelo apoio dos britânicos aos EUA e seus aliados nas ofensivas contra o EI. Cameron, no entanto, mostrou-se cauteloso ao apresentar a medida para avaliação no país, por ter sido derrotado em votação parlamentar semelhante em 2013 sobre ações militares na Síria em razão da guerra civil.

Ao defender a realização dos ataques aéreos no Iraque, o primeiro-ministro argumentou que os extremistas representavam uma ameaça à Grã-Bretanha e ao mundo e havia base legal para a ação porque o governo do Iraque havia pedido a intervenção estrangeira. Os três principais partidos do Parlamento britânico também apoiaram as ofensivas, antes do debate e da votação.

O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha afirmou que os aviões militares da força aérea real que têm sobrevoado o Iraque em missões de reconhecimento poderão entrar em modo de combate assim que a ordem for dada. A data de início dos ataques britânicos depende apenas de questões operacionais. / REUTERS

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