HO / PRU / AFP
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Brexit custará R$ 505 bi em 10 anos; Parlamento britânico votará acordo dia 11

Primeira-ministra começou intensa campanha para convencer os mais céticos de que 'não há melhor acordo possível' para a separação do bloco

O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2018 | 16h49
Atualizado 26 Novembro 2018 | 19h44

LONDRES - O acordo do Brexit fechado entre a primeira-ministra Theresa May e Bruxelas deve custar 100 bilhões de libras (R$ 505 bilhões) para a economia britânica na próxima década. A análise é do principal centro de estudos econômicos do país, o National Institute of Economic and Social Research, em um estudo divulgado nesta segunda-feira, 26.

A análise sobre o acordo sugere que até 2030, a Grã-Bretanha terá perdido 3,9% em crescimento de sua economia – o equivalente ao PIB do País de Gales. O relatório foi encomendado pela campanha People’s Vote, que pede um novo referendo sobre a permanência da Grã-Bretanha na UE. A economia britânica tem desacelerado desde a aprovação do Brexit, em 2016, em consenso com as projeções feitas pelo instituto antes do referendo. 

O Parlamento britânico se pronunciará em 11 de dezembro sobre o acordo da primeira-ministra conservadora, como ela informou hoje ante à Câmara dos Deputados.

A Câmara dos Comuns "terá de decidir se deseja ou não que respondamos ao voto do povo britânico", que decidiu pelo Brexit, declarou May em um debate no Parlamento, onde tentou convencer os deputados a apoiarem o seu acordo, recebido com grande ceticismo.

A primeira-ministra começou uma intensa campanha para convencer os mais céticos de que "não há melhor acordo possível". 

Uma fonte que preferiu não ser identificada disse que May admitiu em Bruxelas não ter maioria parlamentar para aprovar o pacto, mas advertiu aos deputados rebeldes que pelo menos a metade deles corre risco de perder as próximas eleições se o acordo não passar pelo Parlamento.  

May retorna ao Parlamento de Westminster depois de a União Europeia endossar o Brexit, previsto para o dia 29 de março de 2019. O texto aborda tanto questões financeiras como direitos dos cidadãos, passando por questões comerciais, de segurança e imigração. Além de tratar da fronteira aberta entre Irlanda (membro da UE) e Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e as disposições para a fase de transição pós-Brexit - com 21 meses de duração. /Com AFP

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