REUTERS/Alejandro Ernesto/Pool/File Photo
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Parlamento cubano inicia escolha de novo presidente na primeira transição sem um Castro

Os 605 parlamentares do país participarão das tratativas para nomeação do novo mandatário; tudo indica que o escolhido será Miguel Díaz-Canel, engenheiro elétrico de 52 anos e 'herdeiro' de Raúl Castro

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2018 | 04h59
Atualizado 18 Abril 2018 | 12h36

HAVANA – A Assembleia Nacional de Cuba inicia nesta quarta-feira, 18, os procedimentos para a escolha do novo presidente da ilha socialista, a primeira transição de poder na qual o sucessor não será um parente dos irmãos Castro.

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Inicialmente planejada para ser realizada na quinta-feira, a sessão foi adiantada. A partir das 9h (10h em Brasília), os 605 parlamentares do país participarão das tratativas para nomeação do novo presidente. Tudo indica que será escolhido o primeiro-vice-presidente Miguel Díaz-Canel, engenheiro elétrico de 52 anos e “herdeiro” de Raúl Castro

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A votação será realizada a portas fechadas e não haverá comunicado sobre o andamento do pleito. Inicialmente, os parlamentares deverão eleger a mesa diretora da Assembleia e, em seguida, escolher os 31 ministros que irão compor o Conselho do Estado, que auxiliará o sucessor de Raúl Castro. Somente após essas tratativas que a votação do novo presidente terá início.

Apesar de o processo ser considerado rápido, a escolha será anunciada somente na quinta-feira, quando o país celebra a vitória do governo cubano na Invasão da Baía dos Porcos. No mesmo dia em 1961, grupos de paramilitares anticastritas apoiados pelos EUA foram derrotados após tentativa de invasão ao sul da ilha.

A escolha do novo presidente será a primeira transição de poder fora da família Castro em seis décadas. A última mudança de governo ocorreu em 2016, após a morte de Fidel Castro. O irmão dele, Raúl, assumiu, mas aos 86 anos deixará o cargo. 

Días-Canel, se eleito, será o primeiro presidente do país a não ter vivenciado a Revolução Cubana que levou os irmãos Castro ao poder em 1959. No entanto, o primeiro-vice-presidente é ligado à família Castro e representou o governo no exterior em diversas oportunidades. / AFP

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