Parlamento da Geórgia ratifica estado de emergência

O Parlamento da Geórgia ratificou ontem o estado de emergência decretado na quarta-feira pelo presidente Mikhail Saakashvili para colocar fim aos protestos que exigiam a sua renúncia. Caso não fosse ratificado dentro de um prazo de 48 horas, o decreto presidencial deixaria de vigorar automaticamente.Para ratificar o estado de emergência, eram necessários pelo menos 118 dos 225 votos dos deputados que formam a Câmara. Saakashvili conseguiu 149 votos, todos de deputados governistas, já que a oposição boicotou a votação. De acordo com a decisão do Legislativo, o estado de emergência permanece em vigor até o dia 22 de novembro, mas o próprio presidente deu a entender na quinta-feira, após antecipar as eleições presidenciais para janeiro, que poderia decretar a suspensão da medida antes desse prazo.Enquanto isso, os jornais permaneceram censurados e as televisões, exceto a estatal, continuaram fora do ar. Para muitos analistas, o estado de emergência pegou a oposição de surpresa e favorecerá o presidente, que terá o monopólio dos meios de comunicação, pelo menos até o fim de novembro. Com as eleições antecipadas para janeiro, os oposicionistas correm agora contra o tempo para encontrar um candidato para concorrer com Saakashvili. A popularidade de presidente, um dos líderes da "Revolução Rosa", de 2003, que derrubou o regime pró-Rússia, está em queda livre. A população culpa Saakashvili pelos baixos salários (em média US$ 30 por mês), pela falta de liberdade de expressão e pelo alto índice de corrupção.

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