Parlamento da Rússia vota para antecipar eleição parlamentar de 2016

Críticos veem a medida como uma maneira de enfraquecer a oposição

O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2015 | 20h41

MOSCOU - O Parlamento da Rússia, dominado pelos aliados do presidente Vladimir Putin, aprovou preliminarmente uma lei que deve antecipar em três meses a eleição parlamentar do próximo ano, uma tática vista pelos críticos como uma maneira de enfraquecer a oposição.

A Câmara dos Deputados aprovou por 339 votos a 101, com 1 abstenção, a lei na primeira de suas três votações. Ela também precisará ser aprovada pelo Senado, igualmente controlado pela situação e pelo presidente Vladimir Putin.

Caso a nova lei seja confirmada, a votação ocorrerá no verão local, quando muitos russos viajam, prestando menos atenção à política. Alguns observadores veem a medida do Parlamento como um balão de ensaio para uma possível antecipação do voto presidencial, o que permitiria a Putin obter outro mandato antes uma possível queda de sua popularidade, diante da piora econômica no país.

Atingida por sanções do Ocidente e por sua dependência dos preços do petróleo, a economia da Rússia entrou em recessão, encolhendo 2,2% no primeiro trimestre. Importantes economistas advertiram que, a menos que Moscou faça reformas drásticas, o país estará condenado à estagnação.

Na quinta-feira, o ex-ministro das Finanças Alexei Kudrin disse que Putin, cujo mandato termina em 2018, pode também antecipar a eleição presidencial para garantir um novo mandato para realizar suas reformas econômicas.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, rejeitou essa possibilidade, dizendo que isso não era necessário, pois o presidente já possui um mandato atualmente. / Associated Press

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