Parlamento da Ucrânia acusa ex-premiê de alta traição

Autoridades ucranianas aumentaram nesta terça-feira a pressão sobre a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, de 51 anos, que já cumpre pena de prisão de sete anos, ao acusar a política de "alta traição" por causa de um contrato para compra de gás natural da Rússia, que ela assinou em 2009. Tymoshneko é a principal política da oposição ucraniana. Ela foi condenada no ano passado por abuso de poderes quando negociou os acordos para comprar o gás natural.

AE, Agência Estado

20 de março de 2012 | 15h39

O Parlamento da Ucrânia, que é controlado pelo presidente Viktor Yanukovich, desafeto de Tymoshenko, votou nesta terça-feira em aprovação a uma investigação feita pelo judiciário que afirma que as ações de Tymoshenko "tem os sinais de alta traição" ao favor da Rússia. O judiciário afirma que as provas serão enviadas aos serviços de espionagem. O contrato, negociado durante o auge de uma disputa sobre o preço do gás natural entre Kiev e Moscou, aumentou significativamente o preço que a Ucrânia paga à Rússia pelo combustível. O parlamento acusa que Tymoshenko concordou com o aumento nos preços porque uma empresa que ela chefiou como executiva devia mais de US$ 400 milhões à Rússia. "Sem dúvida que essas circunstâncias configuram um conflito de interesses e influenciaram a decisão da premiê da Ucrânia em favor de um país estrangeiro", disse o Parlamento em comunicado.

O escritório de Yulia, que cumpre sua pena de prisão em um presídio agrícola, qualificou as acusações de "puro lixo". "As tentativas das autoridades em se livrar da principal política da oposição não têm limites", disse a porta-voz de Yulia, Natasha Lysova.

As informações são da Associated Press.

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