Yannis Behrakis/Reuters
Yannis Behrakis/Reuters

Parlamento da Ucrânia pede que Yanukovich seja julgado pelo TPI

Resolução diz que presidente deposto é o responsável pela violência policial contra manifestantes

O Estado de S. Paulo,

25 de fevereiro de 2014 | 10h28

(Atualizada às 11h30) KIEV - O Parlamento da Ucrânia aprovou nesta terça-feira, 25, uma resolução pedindo que o presidente deposto Viktor Yanukovich seja julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por "crimes graves", assim que for capturado.

"Pedimos ao TPI que leve perante à Justiça Viktor Yanukovich e outros responsáveis que davam ou executavam ordens criminais", afirma a resolução, aprovada amplamente pela assembleia. O documento liga Yanukovich, deposto no sábado e agora um fugitivo, à violência policial contra manifestantes que, segundo o texto, levou à morte de mais de 100 cidadãos ucranianos e estrangeiros e deixou mais de 2 mil feridos.

Segundo dados oficiais, os confrontos no país deixaram 82 mortos e cerca de 700 feridos. Votaram a favor da resolução 324 deputados, que declararam que a Ucrânia reconhece a jurisdição do TPI em seu território.

A resolução afirma que o ex-ministro do Interior Vitaly Zakharchenko e o ex-procurador-geral Viktor Pshonka, também procurados pelas autoridades, devem ser enviados, assim como o ex-presidente, para a corte internacional, sediada em Haia.

Governo. O Parlamento decidiu, também nesta terça, adiar os planos de votar a formação de um governo de unidade nacional para permitir mais consultas. "A votação sobre o governo de unidade nacional deve ser na quinta-feira", disse Oleksander Turchinov, presidente da Assembleia e presidente interino do país.

A votação estava prevista para ocorrer na sessão desta terça-feira.

Sevastopol. Autoridades da cidade ucraniana Sevastopol colocaram no poder um prefeito russo, empossado em uma sessão extraordinária na tarde da segunda-feira 24, enquanto manifestantes gritavam "um prefeito russo para uma cidade russa".

Mais cedo, o chefe de polícia Alexander Goncharov disse que seus oficiais se recusam a cumprir ordens vindas de Kiev e manifestantes trocaram a bandeira ucraniana pela russa perto do prédio da prefeitura. Com isso, cresce o temor de que a cidade aproveite o vácuo de poder na Ucrânia para levar adiante um movimento separatista.

A Rússia mantém uma base naval em Sevastopol e, durante vinte anos, a cidade estreita relações com Moscou./ REUTERS e EFE

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