Sergey Dolzhenko/Efe
Sergey Dolzhenko/Efe

Parlamento da Ucrânia tomará posse sob protestos

Primeiro-ministro diz que sessão parlamentar terá início em 17 de dezembro apesar de eleições em 5 distritos

AE, Agência Estado

13 de novembro de 2012 | 16h17

KIEV - O primeiro-ministro da Ucrânia, Mykola Azarov, disse nesta terça-feira, 13, que o Parlamento do país, recém-eleito, se reunirá em 17 de dezembro, mesmo com as denúncias de fraudes feitas pelos partidos da oposição e com as eleições a serem remarcadas em cinco distritos. A Comissão Eleitoral Central da Ucrânia anunciou os resultados para 445 das 450 cadeiras do Parlamento.

Três partidos da oposição conquistaram um total de 178 cadeiras, mas o restante foi para o partido governista de Azarov e do presidente Viktor Yanukovich. Outras 32 cadeiras foram para os comunistas, que tendem a se aliar com Yanukovich.

Países europeus e ocidentais disseram que as eleições na Ucrânia não foram transparentes. A oposição recusou-se a reconhecer os resultados e pretende levar a questão ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Azarov disse que o novo Parlamento tomará posse em 17 de dezembro, enquanto as eleições nos cinco distritos ocorrerão em data posterior, possivelmente no começo de 2013. A Comissão Eleitoral afirma que ocorreram fraudes nos cinco distritos, mas a oposição afirma que venceu as eleições nos locais.

"A sessão parlamentar abrirá em 17 de dezembro, os parlamentares farão o juramento e assumirão suas cadeiras", disse hoje Azarov. Ele convidou a oposição a formar uma "ampla coalizão de governo" na Ucrânia.

A oposição, contudo, não deverá atender ao convite e acusa o partido governista de fraudes. A economia ucraniana aponta para a recessão, à medida que a demanda por metais declina ao redor do mundo, efeito da crise econômica.

A Ucrânia depende pesadamente das exportações de ferro e minerais não ferrosos. O governo ucraniano está sob forte pressão para pagar empréstimos que fez em moeda estrangeira e o Fundo Monetário Internacional (FMI) congelou novos empréstimos a Kiev.

Com AP

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