Ng Han Guan/AP
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Parlamento da UE condena abortos forçados na China

Europeus consideram que política de controle da natalidade gerou desequilíbrio populacional

AE, Agência Estado

05 de julho de 2012 | 16h37

ESTRASBURGO, FRANÇA - A política do filho único na China tem provocado inaceitáveis abortos forçados, disseram nesta quinta-feira, 5, membros europeus do Parlamento. Eles condenaram o recente caso de uma mulher forçada a abortar nos últimos meses de gravidez.

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Em uma resolução, o Parlamento Europeu disse que "condena fortemente" tanto esse caso quanto "a prática de abortos forçados, principalmente no contexto da política do filho único".

Na China, os abortos são ilegais após o sexto mês de gestação, porém, como resultado do controle populacional rigoroso que favorece bebês do sexo masculino, os abortos seletivos são generalizados. A prática "criou um desequilíbrio entre o número de homens e mulheres, impactando negativamente toda a sociedade chinesa", afirmou o Parlamento.

Aborto forçado

Em junho, autoridades chinesas da província Shaanxi forçaram Feng Jianmei, de 27 anos, a interromper a gravidez no sétimo mês de gestação porque ela não poderia pagar uma multa de US$ 6.300 por exceder a política de controle populacional.

As informações são da Dow Jones

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