Parlamento do Egito se prepara para retirar confiança no governo

O Parlamento egípcio aprovou neste domingo o início do processo para retirar o voto de confiança no governo nomeado pelos militares, uma decisão que vai aumentar a pressão para os generais nomearem um novo gabinete, dessa vez liderado pela Irmandade Muçulmana.

TAMIM ELYAN, REUTERS

11 de março de 2012 | 16h38

Um voto de desconfiança poderia provocar conflitos, se os generais, que assumiram o poder depois da queda de Hosni Mubarak no ano passado, se recusarem a seguir a decisão de uma legislatura escolhida na eleição mais democrática do país em seis décadas.

Uma crise poderia complicar a negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um empréstimo de 3,2 bilhões de dólares. O governo do primeiro-ministro Kamal al-Ganzouri busca com a ajuda conter as dificuldades financeiras, depois de mais de um ano de turbulência política e econômica no Egito.

Os parlamentares criticaram o governo durante uma sessão chamada para debater um inquérito sobre grupos da sociedade civil.

O governo também foi criticado por conta dos problemas econômicos e pela forma como lidou com os protestos depois do jogo de futebol em Porto Said, em fevereiro. Conflitos durante a partida deixaram 73 mortos.

O presidente do Parlamento, Saad al-Katatni, integrante do partido da Irmandade Muçulmana, defendeu o voto a favor da ideia de se iniciar um processo para um voto de desconfiança contra governo. Quase todos os parlamentares votaram a favor da ideia.

Ministros do governo não voltaram para o resto da sessão. Katatni suspendeu a reunião e alertou os governistas a não obstruírem o trabalho parlamentar.

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