Victor J. Blue/The New York Times
Victor J. Blue/The New York Times

Parlamento do Iraque aprova moção de reciprocidade ao decreto anti-imigração de Trump

Legisladores querem que o governo e o ministério de Relações Exteriores do país respondam em igual medida à proibição de 90 dias, de forma que os americanos não possam entrar no país durante este período

O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2017 | 12h49

BAGDÁ - O Parlamento iraquiano aprovou nesta segunda-feira, 30, uma resolução pedindo ao governo que adote medidas de reciprocidade em relação ao decreto anti-imigração assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O parlamento pediu que o governo iraquiano "responda de forma recíproca à decisão americana caso os Estados Unidos não voltem atrás nessa decisão", informou um porta-voz do Parlamento. 

"O Parlamento votou por ampla maioria o pedido para que o governo e a chancelaria respondam de forma recíproca", afirmou o deputado Hakim al-Zamili. Outro parlamentar, Sadiq al Laban, disse que os legisladores esperam, no entanto, "que o governo americano reconsidere sua decisão".

O decreto assinado por Trump na sexta-feira proíbe a entrada nos Estados Unidos durante três meses de cidadãos de Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen, todas nações de maioria muçulmana, para lutar contra "os terroristas islamitas radicais".

Reunidos na capital Bagdá, os parlamentares apresentaram esta moção ao governo que, até a manhã desta segunda-feira, ainda não respondeu oficialmente às restrições impostas por Donald Trump. No sábado, o Irã também anunciou que adotará a reciprocidade em relação aos americanos, impedindo o acesso dos cidadãos do país pelo mesmo período.

Se o governo iraquiano adotar a moção do Parlamento e decisão pode afetar a cooperação entre Washington e Bagdá na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em meio aos confrontos para recuperar o controle de Mossul, a segunda maior cidade do país.

Atualmente, cerca de 4,8 mil soldados americanos estão no Iraque e o país ocupa posição central na coalizão internacional antijihadista apoiada pelas forças iraquianas des de setembro de 2014. / AFP

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