Rodrigo Arangua/AFP Photo
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Parlamento do Panamá cria comissão para investigar casos de corrupção

Grupo vai investigar três últimos governos do país; Odebrecht admitiu ter pago US$ 59 milhões em propina a políticos no país

O Estado de S.Paulo

14 de março de 2017 | 04h46

CIDADE DO PANAMÁ - O Parlamento do Panamá criou nesta segunda-feira, 13, uma comissão que investigará casos de corrupção nas obras públicas dos últimos três governos. A resolução estabelece que o grupo de trabalho tenha 11 parlamentares, proporcionalmente ao número de assentos de cada partido no legislativo.

O documento indica que "tem sido de conhecimento público e notório diversos atos que se constituíram em graves ataques à institucionalidade do erário público".

A comissão vai enfatizar os contratos de infraestrutura nos governos de Martín Torrijos (2004-2009), de centro esquerda; Ricardo Martinelli (2009-2014), conservador; e Juan Carlos Varela (desde 2014), nacionalista.

Desde o início do governo de Varela, a Justiça do Panamá se encontra em uma cruzada anticorrupção, que basicamente se enfoca na administração Martinelli. Esse, por sua vez, vive em um autoexílio em Miami e tem dezenas de investigações abertas na Corte Suprema de Justiça, que requer a extradição dele por um caso de escutas ilegais.

Nos últimos meses, a revelação do pagamento de propina por parte da empreiteira Odebrecht estendeu as suspeitas de corrupção aos governos de Torrijos e Varela, já que em ambos a construtora brasileira fechou grandes contratos.

Em dezembro, a Odebrecht admitiu ter pago US$ 59 milhões entre os anos de 2010 e 2014 a políticos e funcionários públicos do Panamá.

A comissão parlamentar deverá apresentar um relatório ao plenário em 90 dias, prazo prorrogável por igual período. / EFE

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