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Parlamento do Quênia referenda acordo sobre governo de coalizão

O Parlamento do Quênia aprovouna terça-feira, por unanimidade, a primeira das duas leis quetornam efetivo o acordo de compartilhamento de poder seladopara colocar fim à violenta crise surgida no país após aseleições presidenciais de dezembro. Por 200 votos a zero, os parlamentares acataram uma emendaconstitucional que abre no gabinete de governo espaço para umprimeiro-ministro e dois vices. E os legisladores pareciam prontos na terça-feira pararealizar uma votação sobre o próximo passo previsto, uma leique cria esses cargos em um governo de coalizão acertado no mêspassado para colocar fim à crise responsável por matar ao menosmil pessoas. Previa-se que os parlamentares aprovariam as mudançasnecessárias depois de terem surgido várias manifestações deapoio aos projetos. Houve, no entanto, algumas discussões nosbastidores e ameaças de membros da linha-dura. Conforme o acordo assinado pelo presidente Mwai Kibaki e olíder da oposição, Raila Odinga, o cargo de premiê ficará com odirigente do partido com o maior número de cadeiras noParlamento -- no caso, Odinga. Os que investem na economia queniana -- prejudicadaduramente pela crise, mas ainda vista como uma das maispromissoras da África -- observam com atenção para saber se oacordo será implementado conforme o previsto. A onda de violência iniciou-se quando Odinga acusou Kibakide ter fraudado a eleição de dezembro. Além dos assassinatos,ao menos 300 mil pessoas viram-se obrigadas a abandonar suascasas. Quando o Parlamento houver aprovado as leis necessárias,Odinga assumirá o cargo de primeiro-ministro e o partido dele,junto da coalizão de Kibaki, nomearão um vice-premiê cada um.Os ministérios também serão divididos de forma equânime entreos dois lados a fim de que se forme um governo de unidadenacional.

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