Parlamento do Timor tenta encontrar solução para a violência

O Parlamento do Timor Leste se reuniu na tentativa de tentar encontrar uma solução para a violência que reina na capital, Díli, onde voltaram a ocorrer confrontos entre grupos rivais no bairro de Comoro.Grupos de jovens incendiaram várias casas nos arredores da ponte que liga o centro de Díli a Comoro, bairro próximo ao aeroporto. As forças australianas tiveram que intervir jogando bombas de gás lacrimogêneo para dispersá-los. As tropas australianas são o grosso dos mais de dois mil soldados enviados por quatro países para enfrentar a crise.O legislativo, de 88 cadeiras, está dominado pelo Fretilin, o partido governamental do primeiro-ministro Mari Alkatiri, que durante a luta pela independência da Indonésia era o braço político da guerrilha pela independência.Apesar dos confrontos na capital, o ministro de Exteriores australiano, Alexander Downer, assegurou que as forças internacionais tinham começado a controlar a situação em Díli. No entanto, muitos legisladores que deviam assistir à sessão parlamentar não puderam chegar ao prédio por motivos de segurança, ou porque fugiram da cidade quando começou a onda de violência e caos que ameaça o futuro da jovem nação.UrgênciaA sessão parlamentar começou com várias horas de atraso até que o quórum necessário fosse alcançado. Os deputados terão de se pronunciar sobre uma série de medidas contra a violência previstas pelo governo, assim como sobre o estado de emergência proclamado na semana passada pelo presidente Xanana Gusmão, que assumiu o controle das forças de segurança no país.Uma onda de violência em Díli, capital do Timor Leste, teve início em março, quando o premier Alkatiri dispensou 591 soldados do leste do país, quase 40% de todo o Exército, por reivindicarem melhorias e por protestarem por supostas discriminações.Nos últimos dias, em meio ao caos criado por grupos rivais que se enfrentam nas ruas, por incêndios e a presença de milhares de refugiados, cresceram as pressões para que Alkatiri renuncie.

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