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Parlamento egípcio critica libertação de ativistas estrangeiros

O presidente da Câmara Baixa do Parlamento egípcio, Saad al-Katatni, criticou neste sábado o que considerou ser uma "flagrante interferência" na decisão de libertação de ativistas norte-americanos pró-democracia acusados de receber fundos ilegais.

REUTERS

03 de março de 2012 | 15h51

Os comentários de Katatni evidenciam a crescente irritação no país com a repentina decisão judicial, tomada na quarta-feira, de remover a proibição de viagem de 43 trabalhadores de uma organização não-governamental, entre os quais 16 norte-americanos.

Katatni prometeu que todos os envolvidos na decisão seriam responsabilizados. Ele também disse que uma sessão parlamentar especial, marcada para o dia 11 de março, vai convocar o primeiro-ministro e outras autoridades governamentais para prestar declarações numa investigação sobre as circunstâncias da remoção do impedimento de viagem.

Quinze estrangeiros, incluindo oito norte-americanos, deixaram o Cairo na quinta-feira.

A decisão judicial encerrou o primeiro impasse diplomático em décadas entre os Estados Unidos e o Egito, mas também provocou pesadas críticas de políticos egípcios, como também levantou questões sobre a possibilidade de ter ocorrido uma pressão dos militares -que governam o país- sobre os juízes.

"Nós não aceitamos nenhuma forma de interferência estrangeira nos assuntos internos do Egito, sob nenhuma justificativa", disse Katatni, que também ocupa o cargo de secretário-geral do Partido Justiça e Liberdade, ligado à Irmandade Muçulmana -a vencedora da recente eleição parlamentar egípcia.

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