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Parlamento elege Hatoyama primeiro-ministro do Japão

Ele será o primeiro chefe de governo japonês, desde 1955, que não pertence ao Partido Liberal-Democrata

Efe,

16 de setembro de 2009 | 04h09

 

A Câmara Baixa japonesa elegeu nesta quarta-feira, 15, o presidente do Partido Democrático, Yukio Hatoyama, de 62 anos, primeiro-ministro do Japão para um mandato de quatro anos. Hatoyama, que substitui a Taro Aso, será o primeiro chefe de governo japonês que não pertence ao Partido Liberal-Democrata (PLD) desde 1955, a exceção de um breve período em meados dos anos 90.

 

O PD ganhou por maioria absoluta as eleições gerais do dia 30 de agosto no Japão, quando conseguiu 308 dos 480 cadeiras da Câmara Baixa, pelo que a escolha de Hatoyama estava assegurada.

O líder do PD, o sexagésimo primeiro-ministro do Japão, recebeu os votos a favor de 327 deputados da Câmara de Representantes (68% do total), frente a 119 para o candidato do PLD. A escolha levou quase duas horas devido ao antiquado sistema de voto no Parlamento, onde os deputados escrevem à mão o nome do eleito em uma cédula e a depositam em fila em uma urna e os votos devem ser contados um a um.

 

Sorridente e com certa timidez, Hatoyama recebeu com reverências sua eleição na Câmara de Representantes, que estava lotada de deputados e público, entre eles sua esposa, Miyuki Hatoyama, de 66 anos.

 

Posteriormente se votou, pelo mesmo sistema, no Senado, onde Hatoyama recebeu 124 votos a favor dos 237 cadeiras, frente a 84 de seu oponente do PLD, embora é a Câmara Baixa a decisiva para a nomeação do primeiro-ministro.

 

Está previsto que Yukio Hatoyama revele nas próximas horas os ministros de seu governo, entre os que já se confirmaram Hirohisa Fujii, de 77 anos, como titular de Finanças; Katsuya Okada, de 56, para Assuntos Exteriores e Toshifumi Hirano, de 60 anos, como ministro porta-voz.

 

O PD governará em coalizão com dois partidos minoritários, o esquerdista Social Democrata (PSD) e o Novo Partido do Povo (NPP), cujos líderes entrarão também no Executivo.

 

A vitória eleitoral do PD pôs um fim no regime de partido único de fato que regeu no Japão desde 1955, ano de fundação do PLD, que até agora esteve sempre no governo japonês a exceção de um curto período de dez meses entre 1993 e 1994. Até o pleito de 30 de agosto, o PLD tinha vencido todas as eleições gerais no Japão, embora em 1993 se viu obrigado a abandonar o poder por não obter uma maioria suficiente.

 

Seu até agora presidente e primeiro-ministro, Taro Aso, renunciou de ambos cargos horas antes da votação na Câmara Baixa, pelo que seu nome não foi nem sequer votado pelos deputados do PLD. Na Câmara de Representantes, os 119 deputados do PLD votaram em massa a Masatoshi Wakabayashi, presidente do comitê conjunto de deputados e senadores do PLD, que substituiu a Aso como candidato dessa força política.

 

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