Parlamento espanhol aprova envio de 1.100 soldados ao Líbano

O Parlamento espanhol aprovou nesta quinta-feira o envio de 1.100 soldados ao sul do Líbano para participar da missão organizada pela ONU que tenta conseguir o término das hostilidades permanentes entre a guerrilha xiita do Hezbollah e Israel. A proposta do governo de José Luis Rodríguez Zapatero recebeu no Congresso dos Deputados 306 votos a favor, entre os 308 parlamentares presentes.A Espanha formará, ao lado de França e Itália, a espinha dorsal da Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (Finul), que contará com cerca de cinco mil oficiais em terra no total.Em discurso em Madri, o secretário-geral da ONU explicou os detalhes do envio de soldados, e o ministro da Defesa espanhol, José Antonio Alonso, advertiu que a missão no Líbano é "difícil, complicada e de riscos" pela "precariedade" da situação na região.O ministro ressaltou, nesta linha de raciocínio, que a participação espanhola "é arriscada mas necessária" e "construtiva". "Além disso, é uma obrigação ética."Ao pedir o apoio dos grupos no Parlamento, o ministro ressaltou que é obrigação da Espanha "ajudar para que uma zona recupere vida, depois de anos de violência, morte e ódio".Alonso revelou que os primeiros soldados - 490 oficiais da Brigada de Infantaria da Marinha e 76 do Exército - partirão na sexta-feira de uma base naval no sul do país e avaliou o custo do destacamento em cerca de US$ 25 milhões mensais ao longo dos seis primeiros meses.Matéria ampliada às 19h15

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