Adam Warzawa/Efe
Adam Warzawa/Efe

Parlamento Europeu considera 'legítima' busca palestina por Estado

Órgão pede que Israel paralise a expansão de colônias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental

estadão.com.br

29 Setembro 2011 | 15h06

ESTRASBBURGO - O Parlamento Europeu classificou nesta quinta-feira, 29, como "legítima" a busca dos palestinos pelo reconhecimento de seu Estado como membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU) e pediu que Israel ponha um fim na construção de assentamentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, territórios palestinos ocupados há mais de 40 anos, segundo informações da agência AFP.

 

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O Parlamento pediu que os 27 países que integram a União Europeia "permaneçam unidos em sua atitude frente à demanda legítima do povo palestino de ser representado como Estado ante as Nações Unidas", diz a resolução aprovada por ampla maioria. No texto, o Parlamento ainda pede que "o governo israelense ponha fim a toda construção ou extensão de colônias em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia".

 

"O Parlamento reconhece a demanda legítima dos palestinos a se converter em um Estado membro das Nações Unidas. Reafirmamos nosso compromisso por uma solução que contemple dois Estados, o de Israel e outro independente da Palestina, vivendo lado a lado, com todas as garantias de paz e segurança", disse o presidente do órgão, Jerzy Buzek, depois da aprovação do documento.

 

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, apresentou na sexta-feira passada um pedido de adesão e reconhecimento do Estado palestino por parte da ONU. A demanda, porém, tem poucas chances de passar no Conselho de Segurança da entidade, uma vez que enfrentará o veto dos Estados Unidos, parceiros de Israel. Ambos os países rejeitam a iniciativa palestina.

 

A União Europeia, por sua vez, está dividida quando ao reconhecimento do Estado palestino e ainda não deu nenhum parecer oficial sobre a candidatura na ONU. Entre os países do bloco, há quem apoie a iniciativa e quem a rejeite. A solução de dois Estados para o conflito também é parte da política oficial da União Europeia.

 

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