Parlamento grego vota novo pacote de austeridade

Mais de 100 mil manifestantes se reuniram no centro de Atenas para acompanhar a votação.

BBC Brasil, BBC

11 de novembro de 2012 | 18h24

Em Atenas, mais de 100 mil manifestantes se reuniram neste domingo diante do Parlamento grego, onde seus integrantes estão prestes a votar sobre orçamento do próximo ano - especialmente sobre os polêmicos cortes.

O Parlamento precisa aprovar uma série de medidas de austeridade, incluindo cortes de gastos e aumento de impostos se quiser receber o próximo pacote de ajuda financeira de credores internacinais.

Um outro pacote de austeridade foi aprovado na semana passada, diante de protestos violentos, em que manifestantes lançaram coquetéis molotov contra a polícia de choque, que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo.

Neste domingo, o Parlamento precisa analisar um orçamento que foi reavaliado, prevendo um sexto ano consecutivo de recessão.

Votando tais medidas de austeridade, o governo grego está tentando garantir um novo pacote de ajuda financeira proveniente da União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Colapso

Cortes em aposentadorias, salários e benefícios são apenas algumas das medidas que Atenas precisa aprovar se quiser receber a ajuda de 31,5 bilhões de euros (mais de R$ 80 bilhões), necessários para evitar que o governo grego entre em colapso financeiro.

A economia do país deve encolher 4,5% em 2013

O premiê Antonis Samaras já indicou que sem o fundo de auxílio, há risco de que falte dinheiro no país na semana que vem.

Ministros da zona do euro vão se reunir em Bruxelas, na Bélgica, nesta segunda-feira, poucas horas após a votação. Samaras deve participar do encontro.

O principal problema enfrentado por Samaras é que pode levar semanas até que a União Europeia aprove a nova cota de ajuda, segundo o correspondente da BBC em Atenas, Mark Lowen. Isso porque ela tem de ser aprovada primeiro por alguns parlamentos dos países do bloco, incluindo a Alemanha.

Os credores da Grécia também querem entrar em acordo sobre como reduzir os débitos a um nível aceitável antes de emprestar mais dinheiro, ainda de acordo com Lowen.

No limite

Evangelos Venizelos, cujo partido socialista Pasok integra a coalizão do governo, fez um alerta aos parceiros europeus, dizendo que qualquer atraso no empréstimo pode ter impactos negativos não são para a Grécia mas para a zona do euro como um todo.

"A Grécia chegou a seu limite", disse.

Já o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, afirmou que ninguém se opõe ao fundo de ajuda, mas que o governo grego deveria ter cumprido as metas para obtê-lo meses atrás.

"Não somos responsáveis por essa urgência. Todos as pessoas responsáveis por ela estão ciente dos prazos faz muito tempo." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tudo o que sabemos sobre:
maingreciaeuropaausteridade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.