Parlamento indonésio exige destituição de Wahid

Os dois partidos que juntos têm a maioria dos votos no Parlamento da Indonésia decidiram hoje que o presidente Abdurrahman Wahid deverá ser destituído de seu cargo e será imediatamente substituído pela vice-presidente indonésia, Megawati Sukarnoputri. O chefe das Forças Armadas indonésias, Widodo Adisutjipto, disse que os militares rejeitaram as ordens de Wahid para dissolver a Assembléia Legislativa Popular e impedir o julgamento político do presidente. Wahid, entretanto, ainda se mantém no palácio presidencial e fará o possível para permanecer no cargo."Ele pretende fazer tudo o que for possível para manter a integridade do país e da constituição", disse o porta-voz Adhi Massardi. Ele não especificou como Wahid fará isso. O ainda presidente, entretanto, afirma que qualquer medida para depô-lo do cargo é ilegal.A assembléia nacional abriu hoje uma audiência para realizar o impeachment de Wahid. O Partido da Luta Democrática, chefiado pela vice-presidente Megawati, e o Partido Golkar, o segundo maior no Parlamento indonésio condenaram Wahid e denunciaram as medidas do presidente para escapar do impeachment. Juntos, os dois partidos têm 367 dos 695 votos na Assembléia Legislativa Popular.No começo do dia, o presidente indonésio decretou estado de emergência e ordenou que as Forças Armadas fechassem o Parlamento. Os parlamentares, entretanto, ignoraram a ordem de Wahid e se reuniram para realizar o impeachment do presidente indonésio. Em vez de cumprirem as ordens de Wahid, as Forças Armadas enviaram soldados e tanques à Assembléia Legislativa Popular para proteger os parlamentares.

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