Parlamento israelense aprova afastamento do presidente

Uma comissão parlamentar de Israel aprovou na quinta-feira o pedido de afastamento temporário feito pelo presidente Moshe Katsav, que deve ser indiciado em breve pela acusação de estupro e crimes sexuais. A comissão declarou, por 13 a 11, Katsav "temporariamente incapacitado" por três meses, enquanto a promotoria decide o que fazer com o caso. Seria o primeiro indiciamento de um chefe de Estado de Israel. A presidente da comissão, Ruhama Avraham, disse depois da votação que muitos parlamentares querem medidas mais duras contra Katsav, e as discussões sobre um possível impeachment devem começar na semana que vem. O mandato do presidente termina em julho. "Para muitos parlamentares não é adequado nem correto que o presidente continue nem mais um dia no cargo", disse ela. Katsav, de 61 anos , negou ter cometido irregularidades. Várias ex-funcionárias dele o acusam de estupro e assédio sexual. Ele pode ser condenado a até 16 anos de prisão. Enquanto estiver na Presidência, um cargo apenas cerimonial, em Israel, Katsav tem imunidade criminal. Para que ele seja julgado, tem de renunciar ou então sofrer impeachment - medida que precisa de uma maioria parlamentar de três quartos.

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