Amir Cohen/REUTERS
Amir Cohen/REUTERS

Parlamento israelense autoriza identificar os não vacinados

Medida levanta preocupações sobre privacidade de cidadãos que recusam a imunização

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2021 | 21h47

JERUSALÉM - O Parlamento israelense autorizou nesta quinta-feira, 24, o Ministério da Saúde a revelar para outras autoridades do país a identidade das pessoas não vacinadas contra a covid-19, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos cidadãos que recusam a imunização.

A lei, aprovada por 30 votos a 13, dá às autoridades locais, ao diretor-geral do Ministério da Educação e a alguns membros do Ministério dos Assuntos Sociais o poder de obter nomes, endereços e telefones de pessoas não vacinadas.

O objetivo do texto, válido por três meses ou até que seja decretado o fim da pandemia, é “ajudar essas organizações a incentivar a vacinação de pessoas, comunicando-se pessoalmente com elas”, indicou o Parlamento, em nota. Israel já administrou duas doses da vacina Pfizer/BioNTech para 3 milhões de pessoas, cerca de um terço da população de 9 milhões de habitantes. 

Com o número de mortes, novos casos e internações em queda, o governo israelense autorizou a reabertura de shoppings e lojas a partir de domingo, no marco de seu terceiro desconfinamento desde o início da pandemia. Embora alguns locais sejam abertos a todos, outros só serão acessíveis a quem usa o “crachá verde”, para quem já recebeu duas doses da vacina ou foi curado da doença, o que parte da população considera uma forma de discriminação.

No debate parlamentar desta quinta-feira, o líder trabalhista Merav Michaeli acusou o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, de “negar aos cidadãos a confidencialidade de suas informações médicas”. O deputado Haim Katz, do partido de direita Likud, de Netanyahu, disse que a lei é uma forma de encorajar a vacinação. 

O primeiro-ministro pediu que todos os cidadãos israelenses se vacinem “para que a vida volte ao normal”. A meta do governo é imunizar 6,2 milhões de pessoas até abril. Oficialmente, o país registrou pouco mais de 760 mil casos e cerca de 5,6 mil mortes decorrentes da covid-19./AFP

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