Parlamento israelense debate lei que proibirá boicote a colônias judias

Medida prevê multa contra exclusão econômica, cultural ou acadêmica de redutos

Efe

11 de julho de 2011 | 10h54

JERUSALÉM - O Parlamento israelense (Knesset) debate nesta segunda-feira, 11, uma lei que imporá multas a quem promover boicote econômico, cultural ou acadêmico às colônias judias em território palestino, seus moradores ou seus produtos, o que provocou a ira entre muitas ONGs israelenses.

 

A iniciativa deveria ser votada hoje, mas poderia ser adiada a pedido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para que a aprovação da controvertida norma não coincida com a reunião do Quarteto para a Paz no Oriente Médio (EUA, Rússia, ONU e UE), que estudará em Washington as possibilidades de lançar uma nova iniciativa de paz para o Oriente Médio.

 

Espera-se que o assessor legal da Knesset, Eyal Yinon, torne pública hoje sua opinião sobre a proposta legislativa, que considera poder violar o direito à liberdade de expressão e o direito a protestar, informa o jornal israelense "Haaretz".

 

A maior parte dos partidos que formam a coalizão de Governo mostrou seu apoio à iniciativa, proposta pelo deputado Zeev Elkin, do direitista Likud, que não terá os votos da oposição.

 

Um grupo de intelectuais israelenses, entre os quais se encontra o reputado escritor Amós Oz, enviou uma carta a vários legisladores pedindo sua oposição à "lei do boicote", ao considerar que "os assentamentos estão fora das fronteiras do Estado de Israel e, portanto, são ilegais".

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