David Bolzoni/Efe
David Bolzoni/Efe

Parlamento italiano votará continuidade de Berlusconi no cargo

Em meio a crise e escândalo sexual, premiê enfrentará duas moções de confiança no Congresso

estadão.com.br,

16 de novembro de 2010 | 16h44

ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, se submeterá a uma moção de confiança nas duas casas do Parlamento no próximo dia 14 de dezembro, informou a imprensa italiana nesta terça-feira, 15.

 

A decisão foi tomada após uma reunião do presidente italiano, Giorgio Napolitano, com os presidentes da Câmara e do Senado. Berlusconi deve discursar no Congresso em 13 de dezembro, e no dia 14 enfrentar a votação.

 

A coalizão de Berlusconi tem se enfraquecido nos últimos meses após uma cisão no partido do premiê, o Povo da Liberdade (PDL), e novas denúncias de escândalos sexuais envolvendo o chefe de governo.

Na segunda-feira, quatro ministros de seu gabinete pediram demissão. Deixaram o governo o ministro para a Europa, de um vice-ministro para Desenvolvimento Econômico e de outros dois de segundo escalão.

Todos eles fazem parte do recém-formado partido , uma dissidência da legenda do premiê liderada pelo ex-aliado Gianfranco Fini, presidente da Câmara, que se apresenta como a "nova direita italiana".

Caso perca a moção de confiança, o que analistas indicam como o cenário mais provável, o primeiro-ministro é obrigado a renunciar e convocar novas eleições. Se vencê-la, Berlusconi ganha força política para superar a crise.

Polêmica com menores

No início do mês, Silvio Berlusconi rejeitou pedidos para que renunciasse por causa de alegações de envolvimento com uma menor de idade marroquina, apelidada pela imprensa italiana de Ruby. O premiê causou nova polêmica ao dizer que "é melhor gostar de garotas bonitas do que ser gay".

A oposição acusa Berlusconi de abuso de poder com base nas informações de que ele teria telefonado para a polícia milanesa, em maio, para interceder a favor da garota .

 

A imprensa afirma que, no telefonema, Berlusconi teria dito para a polícia que a garota seria neta do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

À época, a bailarina de dança do ventre marroquina tinha 17 anos de idade e há relatos de que ela teria visitado a casa de Berlusconi pelo menos uma vez.

A declaração de Berlusconi, feita durante um evento público em Milão, provocou protestos de grupos de defesa dos direitos dos gays, que acusam o líder italiano de estimular a homofobia.

 

Com BBC Brasil e AP

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