Parlamento japonês proclama Yasuo Fukuda primeiro-ministro

O novo chefe de governo tem pela frente a difícil tarefa de enfrentar a baixa popularidade do Executivo

Efe e Associated Press,

25 de setembro de 2007 | 07h04

O moderado Yasuo Fukuda foi eleito primeiro-ministro do Japão na manhã desta terça-feira, 25, pela Câmara Baixa do Parlamento. A Câmara Alta, dominada pela oposição, também tomará sua decisão ainda nesta terça.   O atual presidente do Partido Liberal-Democrata (PLD), substitui Shinzo Abe, de 53 anos, que na quarta-feira completaria um ano no cargo, mas anunciou sua renúncia no último dia 12, constatando que não tinha o apoio da população nem de seus correligionários.   O novo premiê conquistou 338 votos, mais do que os 239 necessários para conquistar o posto. Seu principal adversário, Ichiro Ozawa, líder do opositor Partido Democrático do Japão, obteve 117 votos.   Fukuda prometeu manter o Japão como um forte aliado dos EUA no combate ao terrorismo, melhorar as relações com os demais países da Ásia e direcionar suas atenções para as desigualdades na segunda maior economia do mundo.   Ex-ministro e porta-voz do governo japonês durante três anos e meio, Fukuda tem pela frente a difícil tarefa de unificar o seu partido e o país. O governo de Abe foi marcado pelos escândalos de corrupção de seus ministros e pela falta de popularidade.   Com fama de honesto e de negociador de consensos, o novo primeiro-ministro exibe posições mais moderadas que as do nacionalista e conservador Abe. Defende uma política externa flexível e a cooperação com os vizinhos asiáticos.   Fukuda é a favor da aproximação com a China e do diálogo com a Coréia do Norte. Além disso, evita gestos que lembrem o imperialismo japonês, ao contrário de seu antecessor.   A eleição de Fukuda era considerada certa, devido à arrasadora maioria na Câmara Baixa da coalizão formada pelo PLD e pelo partido Novo Komeito, budista. Segundo a Constituição japonesa, em caso de divergência prevalece a votação na Câmara Baixa.   No Senado, no entanto, Ichiro Ozawa, líder oposicionista do Partido Democrático (PD), venceu apoiado pela maioria de oposição. Mesmo assim foram necessárias duas votações. Nenhum candidato recebeu mais de metade dos 239 votos na primeira rodada. Na segunda, Ozawa teve 133, contra 106 de Fukuda.   Fukuda foi o ministro porta-voz do governo japonês que durou mais tempo no cargo, de outubro de 2000 a maio de 2004, nos Gabinetes de Yoshiro Mori e Junichiro Koizumi. Pela primeira vez, um chefe de governo de Japão será filho de um ex-primeiro-ministro, Takeo Fukuda (1976-78), que chegou ao cargo também aos 71 anos. 

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