Parlamento libanês aprova gabinete de governo

Deputados aprova programa governamental com arrasadora maioria após quatro dias de debates

Associated Press e Efe,

12 de agosto de 2008 | 08h55

O Parlamento libanês aprovou por ampla margem o gabinete de governo de unidade nacional depois de cinco dias de debates em torno de uma política de governo que mantém o direito de Hezbollah de manter seu braço armado. A votação realizada nesta terça-feira, 12, em Beirute faz parte de um acordo entre as facções rivais do país fechado em maio no Catar. O pacto encerrou uma crise política de um ano e meio de duração - a pior vivida pelo Líbano desde a guerra civil travada entre 1975 e 1990.Pelo acordo, a oposição pró-Síria detém 11 das 30 pastas do gabinete, a maioria parlamentar apoiada pelo Ocidente fica com 16 ministérios e o presidente Michel Suleiman tem o direito de indicar três ministros de sua escolha exclusiva. O novo gabinete foi aprovado por cem votos a favor e cinco contra no Parlamento de 128 cadeiras. O Hezbollah e seus aliados na oposição têm poder de veto no atual governo de unidade nacional.   Os debates prévios foram caracterizados pelos desacordos entre os membros da oposição e da maioria sobre o arsenal e o papel do braço armado do Hezbollah. Os deputados da oposição defenderam a resistência - seu braço armado -, enquanto a maioria anti-Síria insistiu em que esta tem que estar sob o controle completo do Estado, o que provocou brigas e insultos.   Antes da votação, primeiro-ministro Fouad Siniora insistiu que as acusações de traição e blasfêmia devem para, como o estipula o acordo de Doha alcançado em maio passado pelos líderes libaneses no Catar para colocar fim a mais de dois anos de crise política e institucional.

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