Parlamento norte-irlandês é esvaziado após ameaça

Um dos militantes de pior fama da Irlanda do Norte, Michael Stone, fez com que o Parlamento do país fosse esvaziado nesta sexta-feira ao entrar no prédio com uma sacola que alegava conter uma bomba. A Polícia deteve Stone mas não conseguiu confirmar imediatamente se a bolsa continha de fato algum explosivo. Ele havia passado com a sacola pela segurança do prédio, que utiliza detector de metais e revista mochilas. O ataque no militante ocorreu pouco depois de o líder protestante Ian Paisley recusar uma nomeação para ser o principal ministro do futuro Executivo norte-irlandês. Paisley, que faz parte do Partido da União Democrata, o maior do país, disse que trabalharia com o Sinn Fein, o partido que representa em sua maioria os católicos, apenas quando este começasse a dar suporte à força policial. Se isso acontecesse, disse, ele aceitaria o posto. Depois de Stone forçar a suspensão da sessão, o primeiro-ministro Tony Blair disse em Londres que o ataque extremista deveria fazer com que os políticos ficassem mais determinados em progredir nas discussões. Setone ainda tentou pichar a entrada do prédio com os dizeres "Sinn Fein assassino", mas os seguranças o detiveram antes que ele pudesse terminar. Stone foi libertado da prisão sob os termos de um acordo de paz em 1988, que permitiu a libertação precoce de mais de 500 membros do IRA (Exército Republicano Irlandês) e de grupos paramilitares protestantes. Ele foi condenado por ter cometido um dos mais audaciosos ataques terroristas do país - um ataque com armas de fogo e granadas contra um funeral de um membro do IRA. Na ação, Stone matou três pessoas, entre eles um homem do IRA, antes que os católicos o cercassem e lhe dessem uma surra.

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