Parlamento paquistanês condena ação contra Bin Laden

O Parlamento do Paquistão condenou neste sábado a operação americana que matou Osama Bin Laden no início do mês. Os parlamentares também exigiram que o caso seja investigado por uma comissão independente, não liderada por militares.

AE-AP, Agência Estado

14 de maio de 2011 | 11h02

A sessão do Parlamento foi realizada após o atentado duplo que matou pelo menos 88 pessoas em um centro de treinamento paramilitar no noroeste do país, na manhã da sexta-feira. O Taleban paquistanês assumiu a autoria pelo ataque, que deixou também cerca de 120 feridos. Segundo o grupo, o atentado foi uma vingança pela morte de Bin Laden.

A operação americana do dia 2 de maio que matou o líder da Al-Qaeda na casa em que ele se escondia, na cidade de Abbottabad, estremeceu as relações entre os governos do Estados Unidos e do Paquistão.

O governo paquistanês nega que soubesse do paradeiro de Bin Laden ou que o estivesse ajudando.

Também na sessão de hoje, o Parlamento em Islamabad afirmou que a operação americana foi uma violação da soberania do Paquistão e classificou como "inaceitável" o uso pelos EUA de aeronaves não tripuladas para bombardear militantes extremistas perto da fronteira com o Afeganistão.

Durante a sessão, o general Ahmed Shuja Pasha, chefe dos serviços de segurança do Paquistão, teria dito que estava disposto a renunciar, mas os parlamentares não chegaram a pedir sua saída. As informações são da Associated Press.

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