Parlamento sérvio cai e novas eleições são marcadas

O presidente da Sérvia, Tomislav Nikolic, dissolveu formalmente o Parlamento do país nesta quarta-feira e determinou que eleições antecipadas serão realizadas em 16 de março. O novo pleito acontece menos de dois anos antes da última vez que os sérvios foram às urnas para escolher seus parlamentares, em maio de 2012.

Agência Estado

29 de janeiro de 2014 | 11h36

Nikolic afirmou que o pleito vai garantir apoio popular para dolorosas reformas sociais e políticas no país. Segundo o presidente, a coalizão governamental, liderada por sua legenda, o populista Partido Progressivo Sérvio, de direita, "quer testar sua legitimidade".

"Muito trabalho e reformas difíceis e dolorosas estão pela frente, mas elas vão melhorar as vidas de nossos cidadãos", afirmou o presidente. "Teremos um novo governo que terá ainda mais vontade, energia e entusiasmo" para realizar as reformas.

A expectativa é que a votação consolide o Partido Progressivo Sérvio no controle do país, que enfrenta uma profunda crise econômica e social.

A legenda, que no passado foi pró-Rússia e ultranacionalista, transformou-se num partido pró-União Europeia que é de longe o mais popular atualmente na Sérvia. Seu líder e vice-primeiro-ministro, Aleksandar Vucic, espera que a eleição antecipada permita que ele se torne premiê e governe sem o apoio dos socialistas, cujo líder, Ivica Dacic, é o atual primeiro-ministro do governo de coalizão.

Vucic, que já foi um ativista ultranacionalista, disse que quer acelerar as reformas para que a Sérvia possa avançar em sua proposta para integrar a União Europeia (UE).

Durante o pleito, o partido de Vucic enfrentará uma oposição dividida, liderara pelo Partido Democrático. Todas as pesquisas eleitorais indicam que os populistas têm cerca de 40% das intenções de voto, enquanto os democráticos ficam em segundo lugar, com cerca de 16%. Fonte: Associated Press.

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