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Parlamento tibetano no exílio pede investigação no Tibete

Representante tibetano é impedido de entrar em reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU

Efe,

27 de março de 2008 | 17h00

O presidente do Parlamento tibetano no exílio, Karma Chophel, pediu nesta quinta-feira, 27, na sede das Nações Unidas em Genebra, que seja realizada uma investigação internacional sobre a situação no Tibete. O representante tibetano falou perante jornalistas e membros de ONGs em uma sala do Palácio das Nações, após esperar durante duas horas que a segurança permitisse sua entrada no edifício. Não foi autorizada na sessão do Conselho dos Direitos Humanos (CDH), que se reúne até sexta-feira, 28.   Veja também: Nepal prende mais 17 em protestos pró-Tibete  Pequim anuncia ''aulas patrióticas'' no Tibete Olimpíada é chance para defender direitos, diz dalai-lama  Entenda os protestos no Tibete     "Um país pediu que o estatuto de Karma Chophel seja verificado", disse a imprensa a ONG que patrocina a visita do tibetano, o Partido Radical Transnacional. O CDH, que encerra amanhã sua sessão, não deve realizar uma reunião especial sobre o Tibete, por não ter sido obtido o número necessário de apoio entre os 47 Estados membros a um pedido nesse sentido, feito por 65 ONGs.   "Há anos tentamos atrair a atenção do Conselho de Direitos Humanos, e, antes, da Comissão anterior, mas devido à forte presença diplomática da China é muito difícil conseguir que esta questão seja colocada na ordem do dia", lamentou o representante no exílio. "Até o nome do Tibete é proibido na ONU", reforçou, enquanto um porta-voz do Partido Radical Transnacional ressaltou que a alta comissária para os Direitos Humanos, Louise Arbour, tinha rejeitado se reunir com Chophel alegando problemas de agenda.   Chophel insistiu na necessidade de que observadores independentes vão ao Tibete, onde, disse, "muitas pessoas, 400, foram feridas e têm medo de ir aos hospitais". O representante tibetano reiterou a posição do Dalai Lama, líder político e espiritual dos tibetanos, ao boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, mas disse que, em troca, a comunidade internacional deve aproveitar a ocasião para pedir à China o respeito dos direitos humanos.   Os protestos no Tibete começaram no dia 10, data que marcou o 49º aniversário de um levante tibetano contra a dominação chinesa. Os manifestantes, na maioria monges budistas, são contra a dominação do governo chinês, que anexou o Tibete ao seu território na década de 50.  

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