Fuji-Q Highland Official / Youtube
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Parque no Japão pede que visitantes não gritem em montanha-russa para não espalhar coronavírus

Empresa divulgou vídeo para clientes verem como é possível andar no brinquedo sem espalhar o vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2020 | 12h36

Andar em uma montanha-russa é uma experiência marcante, mas vai ser ainda mais para os visitantes do parque Fuji-Q Highland, nas proximidades de Tóquio, capital do Japão: agora, as pessoas devem usar máscaras e não podem gritar nas montanhas-russas para não espalhar o novo coronavírus. 

A orientação para os visitantes é de "gritar com o coração" e ter um rosto sério nas fotos feitas durante o percurso. De acordo com a BBC, os visitantes podem ainda compartilhar a foto com a hashtag #KeepASeriousFace (mantenha um rosto sério) e participar de um desafio no qual concorrem a entradas grátis.

Apesar de encorajar que as pessoas sigam a regra, o Fuji-Q Highland, que existe desde 1968 e tem sete montanhas-russas, não prevê punições para quem descumprir a orientação. Em resposta a sugestões de que era impossível não gritar, o parque divulgou um vídeo de duas pessoas em silêncio no brinquedo (veja abaixo). 

Tóquio teve 224 novos casos de covid-19 nesta quinta-feira, 9, um um novo recorde diário desde o início da crise. Cerca de 80% dos novos casos de coronavírus relatados nesta quinta eram de pessoas com 30 anos ou menos, afirmou o secretário-chefe do gabinete de governo, Yoshihide Suga, acrescentando que não era possível reduzir os riscos de infecção a zero após a suspensão nacional de um estado de emergência em maio.

Até o momento, o país tem 982 mortes registradas e pouco mais de 20 mil casos, de acordo com um levantamento em tempo real da Johns Hopkins University. 

 

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