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Parte das tropas pode deixar o Afeganistão mais cedo, diz Gates

Prazo estipulado pelo presidente americano Barack Obama para início da retirada militar é julho de 2011

Associated Press,

10 de março de 2010 | 10h10

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse nesta quarta-feira, 10, que há grandes possibilidades de alguns dos soldados americanos envolvidos na luta contra a insurgência no Afeganistão deixarem o país antes de julho de 2011, prazo estipulado pelo presidente Barack Obama como o início da retirada das tropas. Gates, porém, não deu nenhuma data específica e disse que "tudo dependerá das circunstâncias".

 

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As declarações de Gates foram feitas durante sua visita não anunciada a Cabul, onde passou por uma base de treinamento dos soldados afegãos. O brigadeiro Simon Levy, das forças do Reino Unido, disse a Gates que se os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contribuírem com mais militares para treinamento, o projeto de expansão e fortalecimento das forças nacionais estará garantido.

 

Em uma entrevista coletiva com o secretário americano, o ministro da Defesa afegão, Abdul Rahim Wardak, disse que seu país está envergonhado de precisar de tropas estrangeiras para garantir a segurança, mas espera ansiosamente para assumir o controle da situação. No início da retirada das tropas internacionais, o Exército

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afegão deverá contar com 171 mil soldados e a Polícia, com 134 mil. "Espero que nesse momento teremos a responsabilidade pela segurança do país em suas diferentes regiões. O processo continuará conforme prosseguimos aumentando nossos números e nossas capacidades".

 

Gates disse que "a transição não ocorrerá mais tarde que em julho de 2011", mas que isso "dependerá das condições". O chefe do Pentágono alertou para que "todos sejam pacientes".

 

O secretário assistiu a um treinamento dos soldados afegãos e se disse impressionado. "Embora as atenções estejam voltadas para as operações no sul do país, o treinamento que está ocorrendo nesses campos é ainda mais importante. No final de tudo isso, os afegãos poderão dar segurança ao país sem ajuda", analisou.

 

Gates também comentou a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Afeganistão, e disse que o presidente afegão, Hamid Karzai, deve "manter boas relações com todos os seus vizinhos, mas os EUA também querem que esses países ajudem a consolidar o governo do Afeganistão."

 

Anteriormente, porém, o secretário criticou a postura iraniana. "O Irã está fazendo jogo duplo nos Afeganistão. Eles querem manter uma boa relação com o governo, mas também querem fazer de tudo para que não tenhamos sucesso", disse. Gates foi ainda mais incisivo e acusou o governo iraniano de ter ligações diretas com os insurgentes. "Teerã ajudará o Taleban, seja enviando dinheiro ou ajudando de forma menos evidente", finalizou.

 

As declarações do chefe de segurança dos EUA geraram respostas do líder iraniano, que acusou os americanos de terem duplas intenções no Afeganistão. "Por que aqueles que lutam contra o terrorismo não triunfam? Porque eles é que fazem jogo duplo. De um lado, lutam contra o terrorismo. Do outro, mantêm a chama acesa", disse Ahmadinejad fazendo uma clara referência às tropas dos EUA no país.

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