Parte dos prisioneiros de Guantánamo já pode ser solta

O governo dos Estados Unidos está se preparando para libertar aproximadamente 20 suspeitos de terrorismo detidos numa penitenciária de segurança máxima em Cuba, revelaram fontes ligadas ao Departamento de Defesa. A libertação deverá ocorrer nos próximos dias, prosseguiram duas fontes do Pentágono. Os militares forneceram as informações e pediram sigilo com relação à sua identidade.Eles negaram que a libertação seja resultado de um queixa do secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, que pressionou o Pentágono para que fosse mais rápido para determinar o destino dos prisioneiros em Guantánamo, alguns dos quais estão detidos há cerca de um ano e meio sem que nenhuma acusação tenha sido levantada contra eles. Os prisioneiros também não tiveram acesso a advogados.Numa carta recente ao secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, Powell alertou que oito aliados dos Estados Unidos haviam reclamado que seus cidadãos estavam entre os detidos em Guantánamo, no arquipélago cubano. Ainda nas palavras de Powell, o tratamento incorreto dispensado aos prisioneiros estava prejudicando os esforços para a obtenção de apoio internacional para a guerra ao terror liderada pelos EUA.Hoje, fontes ligadas ao Pentágono garantiram que a carta, datada de 14 de abril, não influenciou na libertação prestes a ocorrer. Segundo eles, o planejamento para a atual libertação de prisioneiros foi iniciado há cerca de um mês. De acordo com uma das fontes, seriam libertados entre 20 e 30 prisioneiros. A prisão foi inaugurada em janeiro de 2002 na Base Naval dos EUA em Guantánamo, Cuba.O militar disse não saber o país de origem dos prisioneiros prestes a serem libertados e não soube dizer se havia menores entre eles. Notícias segundo as quais diversos jovens com idade entre 13 e 16 anos estavam detidos em Guantánamo geraram críticas por parte de grupos de defesa dos direitos humanos.

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