Participação do Brasil é incerta nas negociações nucleares com o Irã

Potências mundiais não teriam decidido sobre presença de autoridades brasileiras e turcas

Agência Estado

12 de julho de 2010 | 14h43

VIENA - As potências mundiais ainda não decidiram formalmente sobre a participação de Brasil e Turquia nas negociações nucleares com o Irã, disseram diplomatas nesta segunda-feira, 12. Segundo as fontes, nenhum país descartou a presença dessas duas nações.

 

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Uma agência de notícias iraniana citou no domingo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, segundo quem o grupo de Viena (EUA, França e Rússia) "aceitou" a presença de Brasil e Turquia nas negociações. Pedindo anonimato, diplomatas ligados ao tema disseram que não há decisão oficial sobre essa questão.

 

No âmbito de um acordo fechado em outubro pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a França, a Rússia e os EUA propuseram que o Irã envie a maior parte de seu estoque de urânio pouco enriquecido ao exterior, recebendo em troca combustível para seu reator de pesquisas médicas em Teerã.

 

A república islâmica fez ressalvas à proposta, insistindo em uma troca simultânea dos materiais em seu próprio território. O Ocidente rejeitou essa condição. Após oito meses de impasse, Brasil e Turquia fecharam um acordo alternativo, prevendo que o Irã transfira seu urânio pouco enriquecido para o território turco. Em troca, Teerã receberia o combustível para o reator 12 meses depois.

 

Moscou, Paris e Washington, em uma resposta emitida no mês passado, pediram ao Irã que esclarecesse algumas questões sobre o acordo. As três potências ainda aguardam uma resposta iraniana, disse um diplomata.

 

Produção

 

No domingo, o Irã anunciou que havia produzido cerca de 20 quilos de urânio enriquecido a 20%, desafiando as potências ocidentais. Teerã garante ter apenas fins pacíficos, mas as potências lideradas pelos EUA temem que o país produza armas nucleares em segredo.

 

Em 9 de junho, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma quarta rodada de sanções contra o Irã. O urânio enriquecido pode ser usado tanto para fins pacíficos como para a produção de armas. As informações são da Dow Jones.

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