Partida de Kerry complica negociações com Irã

As negociações entre as potências ocidentais e o Irã sobre o programa nuclear do país asiático se tornaram incertas neste sábado, após o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciar que deixará Genebra mais cedo do que o previsto. O representante dos Estados Unidos vai para Londres neste domingo, para se encontrar com o secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, e o primeiro-ministro da Líbia, Ali Zeidan.

AE, Agência Estado

23 de novembro de 2013 | 15h52

Enquanto isso, o vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse duvidar que um acordo entre o país e o chamado grupo P5+1 (formado por EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) seja alcançado neste sábado. "Negociação intensas e difíceis estão em andamento e não está claro se chegaremos a um acordo nesta noite", disse. "A disputa é sobre a redação do acordo", acrescentou.

As conversas visam um acordo para congelar partes do programa nuclear iraniano, para reduzir os temores do Ocidente de que o país esteja desenvolvendo uma bomba atômica. Em troca, as sanções internacionais contra o Irã seriam reduzidas. A chegada de Kerry neste sábado elevou as expectativas de que um acordo estava próximo. O representante norte-americano disse que decidiu participar das negociações "com esperança de que um acordo seja alcançado".

Depois disso, porém, várias autoridades sinalizaram que um acordo não estava tão próximo assim. "Nós entramos em uma etapa muito difícil", disse o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, em uma entrevista para a emissora estatal de televisão. "Em qualquer acordo, o enriquecimento de urânio não será suspenso", garantiu.

O ministro britânico Hague também adotou uma postura cautelosa neste sábado. "As negociações continuam muito difíceis. É importante ressaltar que nós não estamos aqui porque as coisas estão necessariamente finalizadas", explicou. "Nós acreditamos que existe uma chance real, mas ainda há muito trabalho a se fazer", comentou o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle. Fonte: Dow Jones Newswires.

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