Partidários de Obama e Romney trocam acusações

Funcionários de campanha e representantes do presidente Barack Obama e de seu rival republicano, Mitt Romney, aproveitaram os jornais de domingo para mostrar que seguem na batalha sobre as atividades do republicano na Bain Capital, uma empresa de private equity fundada por ele.

PATRÍCIA BRAGA, Agência Estado

15 de julho de 2012 | 18h32

O prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, antigo aliado de Obama, disse que Romney pode parar de "lamentar" sobre os ataques dos democratas, enquanto do lado de Romney seus aliados disseram que a retórica recente da administração de Obama marca um ponto fraco para o presidente.

"Como disse Mitt Romney a seus próprios colegas republicanos: pare de reclamar. Eu dei a ele seu próprio conselho. Pare de reclamar". Emanuel disse na rede de TV ABC esta semana. "Se você quer reivindicar Bain Capital como sua aposta para a Casa Branca, então defenda o que aconteceu ao Bain Capital."

Ed Gillespie, um importante conselheiro da campanha de Romney, disse que a crítica de Obama está errada. "É triste de se ver", afirmou Gillespie na CNN. "Sabemos agora que esse presidente dirá e fará tudo o que for preciso para se manter no poder, mesmo se isso significar denegrir esse poder."

Na semana passada, os dois candidatos trocaram acusações sobre como o tempo em que Romney permaneceu na direção do Bain Capital. Romney alegou que deixou toda a responsabilidade da direção ou gestão da empresa em 1999 para se dedicar a resolver os problemas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City, mas seu nome aparece em documentos da SEC (a Comissão de Valores Mobiliários norte-americana), apontando que Romney deixou formalmente a firma de capital de risco Bain Capital em 2002, três anos após o que tinha dito.

O momento da saída de Romney é importante porque os democratas tentam associá-lo à época em que ocorreram as demissões relacionadas às recompras pela Bain Capital. Romney alegou não ter participado dessas decisões. As informações são da Dow Jones.

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