Partidários de Zelaya querem sanções apenas contra governo

Para presidente deposto, embargo prejudicaria a população de Honduras e não os mentores do golpe

Mark Stevenson, Associated Press, O Estadao de S.Paulo

23 de julho de 2009 | 00h00

Os partidários do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, defendem sanções econômicas direcionadas para pressionar o governo de facto a permitir que Zelaya retorne a Honduras, em vez de medidas mais amplas que poderão prejudicar a população do país - o mais pobre da América Central. Autoridades americanas estudam aplicar sanções contra Honduras, se a intermediação do presidente costa-riquenho, Oscar Arias, não solucionar a crise. Mas com os líderes de facto hondurenhos prometendo endurecer, Zelaya está reavaliando seu apoio a medidas que, se adotadas, podem só afetar os mais pobres. A ajuda externa anual de cerca de US$ 300 milhões equivale a 10% de todas as despesas do governo hondurenho. Mas as possíveis sanções comerciais podem ter um efeito muito maior no caso de Honduras, que depende fortemente das fábricas de montagem de produtos de exportação. Historicamente, as sanções têm êxito em um terço dos casos, segundo Gary Hufbauer, membro do Peterson Institute for International Economics, com sede em Washington. Além disso, é difícil estabelecer sanções direcionadas, pois as autoridades e os ativos precisam de identificação e investigação. "E é preciso ter certeza de que, quando estiver investigando, eles não tentarão transferir seus ativos para outro lugar", explicou Hufbauer. Esta semana, Micheletti enviou uma equipe a Washington para fazer pressão contra possíveis sanções, descrevendo seus partidários como um grupo contra a ditadura e o comunismo.

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