Partidários do WikiLeaks manifestam em todo o mundo

Manifestações contrárias à prisão do editor do WikiLeaks, Julian Assange, e ao fechamento de sua conta bancária na Suíça estão programadas para hoje em várias cidade do mundo. Segundo o site espanhol Free WikiLeaks (http://freewikileaks.eu/) os protestos serão realizados em Madri, Barcelona, Valência, Sevilha e em outras três cidades da Espanha. Há manifestações planejadas também para acontecer em Amsterdã (Holanda) e nas capitais da Colômbia, México, Argentina e Peru.

AE, Agência Estado

11 de dezembro de 2010 | 11h35

"Nós queremos a libertação de Julian Assange no território britânico", diz a organização em seu site, que convoca os manifestantes a se reunirem às 18 horas (horário espanhol, 15 horas em Brasília) nas cidades da Espanha.

O portal também pede o "restabelecimento do domínio de internet do WikiLeakas (wikileaks.org)" e a retomada dos serviços dos cartões de crédito Visa e MasterCard para permitir a "liberdade de circulação de dinheiro", já que ninguém provou a ligação de Assange" ou do WikiLeakscom com qualquer tipo de crime.

Muitas empresas de internet sediadas nos Estados Unidos romperam suas ligações com o WikiLeaks, dentre elas Visa, Master Card, PayPal e EveryDNS, medidas que prejudicaram a capacidade do site de receber doações e, dessa forma, manter a divulgação de documentos secretos.

Isolamento

Assange, que está detido numa prisão britânica desde 14 de dezembro, foi transferido na sexta-feira para uma cela isolada, enquanto novos telegramas diplomáticos norte-americanos eram publicados pelo WikiLeaks.

O australiano de 39 anos foi transferido para uma unidade isolada do presídio de Wandsworth, disse Jennifer Robinson, que faz parte do grupo de advogados de Assange. "Supostamente, as autoridades prisionais tomaram a medida para garantir sua segurança", disse ela à agência France Presse.

Assange deve comparecer a um tribunal de Londres, pela segunda vez, na terça-feira. Ele foi detido por causa de um mandato de prisão expedido pela Suécia, onde é acusado de ter molestado sexualmente duas mulheres. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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