Partido Comunista confirma papel maior da iniciativa privada

Implementação de medidas deve flexibilizar fusões e aquisições de empresas estrangeiras por investidores chineses

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2013 | 02h12

O Partido Comunista deu ontem detalhes de como será a reforma econômica da China, a ser implementada ao longo de uma década. O governo já tinha avisado após o encontro de quatro dias dos líderes políticos da China durante a Terceira Sessão Plenária do 18.º Comitê Central do Partido Comunista - encerrado na terça-feira - que a iniciativa privada teria um peso muito maior na economia do país.

Entre as principais medidas que Pequim deve pôr em prática está a flexibilização do controle sobre fusões e aquisições de companhias estrangeiras por investidores chineses e, ao mesmo tempo, os investimentos no exterior, incluindo os feitos por meio de compra ou venda de ações, tanto por parte de pessoas quanto por companhias.

Embora não haja detalhes sobre o momento em que as mudanças deverão ocorrer, o documento divulgado pela agência de notícias estatal Xinhua prevê a aceleração da liberalização das taxas de juro e da abertura da conta de capital do país e a criação de um sistema de seguros para depósitos bancários.

Bancos. Pela agenda econômica, o setor bancário chinês se abrirá ainda mais para o setor privado, mas sob total vigilância regulatória do governo e a possibilidade de apenas bancos de pequeno ou médio porte serem afetados, já que o Estado continuará como o pilar da economia. Outra decisão anunciada é que o governo passará a ter o direito de reter até 30% do lucros provenientes das estatais. Atualmente, essa proporção fica em até 15%.

Diante das preocupações das companhias com a pirataria, um grave problema na China, a reforma prevê ainda a criação de um tribunal especializado em direitos autorais. / ASSOCIATED PRESS, COM D.F.G.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.