Partido Comunista da China aprova seu novo Comitê Central

Nele estão incluídos o atual vice-presidente, Xi Jinping, e o vice-primeiro-ministro, Li Keqiang

Efe,

14 de novembro de 2012 | 02h30

Atualizado às 3h30

 

PEQUIM - O 18º Congresso do Partido Comunista da China (PCCh) aprovou, nesta quarta-feira, 14, o seu novo Comitê Central. Nele estão incluídos os próximos líderes do país: o atual vice-presidente Xi Jinping e o vice-primeiro-ministro Li Keqiang.

 

Após uma votação formal dos 2.307 delegados no Grande Palácio do Povo, em Pequim, os nomes dos integrantes do novo Comitê Central, o órgão mais amplo de direção do PCCh, foram anunciados na sessão de encerramento do congresso. Além de Xi e Li, estarão no Comitê Central, que conta até agora com 247 membros de pleno direito e 163 substitutos, os principais candidatos a entrar para o Comitê Permanente, que é o principal órgão dirigente do PCCh e composto atualmente por nove pessoas.

 

Entre os integrantes do Comitê Central estão também o vice-primeiro-ministro Wang Qishan; o governador da província de Tianjin, Zhang Gaoli; e a integrante do Conselho de Estado (o Executivo chinês) Liu Yandong. Wang Qishan também foi nomeado para a Comissão Disciplinar Interna, o órgão de supervisão do PCCh, informou a agência oficial de notícias chinesa "Xinhua".

 

O Comitê Central também terá, segundo afirma a "Xinhua", os vice-presidentes da Comissão Militar Central, Fan Changlong e Xu Qiliang. Uma vez constituído, o Comitê Central realizará sua primeira sessão plenária nesta quinta-feira, na qual designará formalmente os membros do Politburo, de 25 membros, e os do Comitê Permanente.

 

Nesta sessão, Xi deverá ser nomeado secretário-geral do PCCh, em substituição ao atual titular do cargo e presidente do país, Hu Jintao. Até o momento, se sabe apenas que Xi e Li - que em março serão os novos presidente e primeiro-ministro do país, respectivamente - integrarão o Comitê Permanente, enquanto prosseguem as especulações sobre os demais integrantes.

 

O número de membros do Comitê Permanente poderá ser reduzido de nove para sete. Os analistas consideram que a redução torna mais eficaz o processo de tomada de decisões.

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