Cubadebate/EFE
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Partido Comunista de Cuba aprova plano de 'atualização' econômica

Pacote de reformas de Raúl Castro prevê maior abertura ao investimento estrangeiro no país

estadão.com.br

18 de abril de 2011 | 21h20

HAVANA - O programa de reformas de abertura econômica proposta pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, foi aprovado nesta segunda-feira, 18, no 6º Congresso do Partido Comunista Cubano, segundo informações da agência de notícias AFP. A decisão abre caminho para a retificação do modelo socialista vigente há meio século na ilha centro-americana.

 

Os mil delegados presentes no Congresso votaram em plenário o projeto que inclui cerca de 300 medidas que abrem a economia cubana ao setor privado e incluem corte de empregos, redução de subsídios, autogestão empresarial, instituição de impostos e a descentralização do aparato estatal.

 

"Na atualização do modelo econômico cubano primará a planificação, que levará em conta as tendências do mercado", afirma a resolução publicada no site cubadebate.cu, administrado pelo governo. O texto ainda diz que "só o socialismo é capaz de vencer as dificuldades e preservar as conquistas da revolução".

 

De acordo com o documento, os princípios socialistas de mercado devem estar em harmonia com "maior autonomia das empresas estatais e o desenvolvimento de outras formas de gestão", como "o investimento estrangeiro, as cooperativas, os pequenos agricultores, os trabalhadores por conta própria, os empregadores".

 

O plano de Raúl Castro, a maior reestruturação econômica desde que Fidel Castro nacionalizou as empresas nos anos 60, busca atualizar o modelo socialista, centralizado adotado após a Revolução Cubana. Analistas atribuem ao antiquado sistema econômico de Cuba a grave crise pela qual o país passa.

 

O Congresso, que começou no sábado, deve acabar na terça-feira com a apresentação de sua nova cúpula. Espera-se que Raúl Castro seja eleito o primeiro-secretário no lugar de seu irmão Fidel, que ocupa o cargo apesar de ter deixado a presidência do país em 2006. O mistério, porém, recai sobre qual figura política ocuparia o posto de segundo-secretário e seria, consequentemente, a segunda pessoa mais poderosa do país.

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