Partido de ex-premiê denuncia prisão de simpatizantes

Porta-voz diz que polícia invadiu casas em busca de opositores; Benazir Bhutto organiza ato contra Musharraf

Agências internacionais,

08 de novembro de 2007 | 07h34

O partido da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto disse nesta quinta-feira, 8, que a polícia prendeu milhares de seus simpatizantes durante a madrugada, horas depois de o presidente norte-americano, George W. Bush, ter pedido ao presidente Pervez Musharraf que realize eleições e deixe seu posto de chefe do Exército.     Veja também: A cronologia do estado de emergência no PaquistãoA polícia, que já deteve centenas de advogados e outras personalidades da oposição desde que o general Musharraf impôs um estado de emergência, no sábado, negou que seguidores de Bhutto tenham sido presos. "Eles invadiram a casa de nossos ativistas em Punjab durante toda a noite. O número de pessoas presas agora está nas milhares", afirmou Farzana Raja, porta-voz da legenda na Província de Punjab.   Um oficial confirmou nesta quinta que três políticos foram acusados de traição por conta de discursos antigovernistas em Karachi. Eles foram os primeiros a serem acusados desde a declaração do estado de emergência e podem receber a pena de morte.  O Partido do Povo do Paquistão, de Bhutto, planeja realizar um encontro público em Rawalpindi, perto da capital Islamabad, na sexta-feira. A legenda quer protestar o estado de emergência e Bhutto já ameaçou conduzir uma marcha em 13 de novembro a menos que Musharraf ceda. A polícia alertou que manifestações de partidos estão proibidas.   "O procurador-geral do Paquistão, Malik Qayyum, disse que graças ao estado de exceção os atentados com bomba pararam. Mas para mim o que isso demonstra é que o governo patrocinou os atentados", acusou o porta-voz do partido na região de Punjab, Ghulam Abbas.   A líder do PPP e ex-primeira-ministra Benazir Bhutto deu na quarta-feira um ultimato ao presidente do país, o general Pervez Musharraf, para que suspenda o estado de exceção.   O Congresso dos EUA analisa nesta quinta se reduz a ajuda ao Paquistão, apesar de o Departamento de Estado ter indicado que não haverá corte na verba para a luta contra o terror. O Pentágono mostrou-se preocupado com a segurança do armamento nuclear paquistanês e informou que acompanha atentamente a situação.

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