Partido de extrema direita pede aos judeus que se unam à luta contra o islã

Um dos líderes de extrema direita de maior sucesso na Europa apelou aos eleitores judeus a unirem às forças contra o islã radical e a apoiar um partido denunciado como xenófobo. A informação é do jornal Independent.Filip Dewinter, líder do partido belga Vlaams Belang, descreveu a grande comunidade judaica da Antuérpia como parceiros naturais "contra o principal inimigo do momento, o islã radical, o fundamentalismo". Vlaams Belang deve receber ao menos um terço dos votos das eleições locais do próximo domingo, e aparece como o maior partido da Antuérpia, uma cidade com tensas relações raciais, e que foi palco de assassinatos raciais neste ano. Dewinter obteve poder político através da defesa de limites estritos para a imigração, incluindo o retorno de migrantes econômicos que não conseguirem se integrar, assim como a independência para Flandres, região norte da Bélgica, de língua alemã. Ele defendeu a negação do reconhecimento oficial do islã radical, e de seus apoiadores. Para os que não conseguem se integrar, ele negou a nacionalidade belga e possíveis pagamentos de seguros sociais.Até agora, o partido Vlaams Belang, agora a maior força política em Flandres, esteve fora de qualquer parte do governo na Bélgica em razão de uma coalizão entre os partidos de centro. Mas esse chamado cordão sanitário poderá ser rompido se o grupo sair vitorioso no domingo.Em uma série de entrevistas na quarta-feira, Dewinter aumentou a temperatura do clima político na Antuérpia, que tem uma grande comunidade judaica vivendo junto com milhares de imigrantes muçulmanos."Na comunidade judaica temos entre 30 a 35 por cento dos votos", disse Dewinter. "Isso é oficial, pois sabemos do nosso resultado nos três bairros judeus". Dewinter negou qualquer responsabilidade por incitar ataques raciais, e disse que seus oponentes consideravam que "uma demonização é necessária para manter o cordão sanitário a nossa volta". Dewinter afirmou que "se eles não aceitam nosso modo de vida, se eles não aceitam nossos princípios, que são muito claros e necessários para a democracia ocidental, não creio que devemos reconhecer o islã como uma religião oficial em nosso país".

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